Sem Fru-Frus nem gaitinhas o mesmo será dizer que se lixe o «politicamente correcto»... Let the show go on!!!!

23
Mar 07
Aconteceu-me uma coisa estranha… Pelo menos a mim pareceu-me estranho (inicialmente)!
Um passeio original…diria mais, um passeio diferente.
Ninguém passeia por aquele local e sente interesse…eu não conheço ninguém que o tenha feito…
Por razões que não vou revelar, há algumas semanas dirigi-me a um cemitério. Sempre me arrepiou cemitérios, o que se deve obviamente a influências de filmes e histórias de terror…
Mas naquele dia fui forçada a ir…e assim enquanto a M. que me acompanhava falava com um conhecido…eu deambulei entre o mundos dos mortos.
Este cemitério fica perto do local onde cresci. Por isso quando olhei para as campas comecei a reconhecer pessoas…e isso foi a primeira coisa que determinou aquele passeio.
À medida que ia deambulando pelas campas, fui desfolhando álbuns inteiros de famílias…fotos tão antigas… de séculos passados…casais com sorrisos na cara…meninos…meninas…mães…pais…irmãos...tios…tias… . Homens e mulheres de outros tempos…de poses quase teatrais…
Cada uma daquelas pessoas viveu e tinha uma história…algumas daquelas pessoas certamente que já não faziam parte da recordação de ninguém, já ninguém as eternizava, tudo que restava delas…era aquela foto numa campa.
Apesar de passear por entre os mortos, nada ali me atemorizou, ou me entristeceu…por estranho que pareça fui acometida por uma doce nostalgia e mesmo que não tivesse um sorriso espelhado na cara, estava certamente a sorrir para dentro…
Quando M. me tocou no braço, contrariada findei o meu passeio. Tínhamos que procurar a figura do «coveiro» disse-me M. (julgo que coveiro agora deve ter outro nome mais pomposo, qualquer coisa como responsável administrativo dos mortos que aqui residem…) havia uma casa castanha algures, tinham dito a M. , era lá que encontraríamos o senhor…
 
Procurámos a casa durante algum tempo e por fim dêmos com ela, parecendo a mesma estar fechada.
Havia um papel na porta e umas pequenas escadas para aceder, assim M. pediu-me que fosse ler o papel, eventualmente seria algum horário.
E assim fiz, subi as escadas e dou graças a Deus por aquele cemitério estar semi-vazio, caso contrário M. não me teria perdoado por tamanha «ignomínia», contava assim o papel na porta da casa-castanha-no-meio-do-cemitério :
 
AVISO: Não são permitidos, chapéus-de-sol, cadeiras de praia, bancos e piqueniques no cemitério. Todos esses objectos serão retirados pela junta de freguesia se deixados no local!!!
 
Confesso que a minha gargalhada foi expansiva (vulgo a tal IGNOMÍNIA para M.)…afinal havia mais, quem achasse que um cemitério nem era assim tão desprezável e desconfortável… ;)
 
Com os melhores cumprimentos da vossa (salvo seja) Princesa Virtual
publicado por PrincesaVirtual às 18:43
sinto-me:

19
Mar 07

Ok estou Irritada…há dias do Mês que estou mais irritada que outros.
Não me importava de colocar um «placard» ou uma luz de sinalização a dizer «Princesa IRRITADA não se aproximem!!!». Confesso que nem me importava nada de partilhar a minha fase de IRRITAÇÃO vulgo «ovulação/hormonal», desde que com isso mantivesse as pessoas irritantes e coisas irritantes a leste…
Nestes dias em que me torno uma verdadeira «chata», mas que me irrita profundamente que alguém diga que estou uma «CHATA», porque se o disserem vão ter c-h-a-t-i-c-e-s… nestes dias (e não em qualquer outros dias) é mais do que certo que algo de verdadeiramente IRRITANTE acontece. Começo a desconfiar que é o ALTISSIMO a testar a minha paciência!!!
Hoje de manhã recebi um telefonema da minha mãe a Rainha a dizer-me que não conseguia movimentar uma das contas da CGD. Isto porque tinha ido alterar o BI e aquele «papelinho» que nos dão na Conservatória do Registo Civil, não substitui o BI.
Respondi à minha Rainha que não deveria ter entendido a «coisa», mas que não se preocupasse que eu ia telefonar para a agência da CGD.
 
E foi o que fiz:
 
- Estou, boa tarde .
 
-Boa tarde, diga Sra. D. Princesa em que posso lhe ser útil?
 
-Bom é o seguinte a Rainha minha mãe esteve ai esta tarde, pretendia pedir um cartão de uma conta e um extracto da mesma. Mas o mesmo foi-lhe vedado, assim como o extracto, por não ter o BI mas apenas a guia que lhe foi passada na Conservatória do Registo Civil;
 
-Sim, é verdade! Com essa Guia não pode fazer prova que é a detentora da conta.
 
-Ahhh (e aqui comecei a ranger os dentes) e pode-me dizer qual a solução?
 
-Bom a solução é obter o BI.
 
-Ahhh (aqui comecei ligeiramente a espumar de irritação!) bom mas vejamos a Rainha Mãe não tem BI . Mas tem uma conta que pretende movimentar…mas não pode porque a guia que tem não serve para nada…Então qual a solução?
 
-Bom se a Rainha-mãe fizer prova de que é a pessoa, por exemplo trouxer uma carta de condução, passaporte…
 
-Bom esses documentos não tem…e neste momento todos os outros documentos que podem fazer prova de quem é não tem foto…que outra solução me sugere?
 
-Pois mais nenhuma…
 
-Desculpe é que a Rainha-mãe tem uma outra conta na Caixa Geral de depósitos e tem uma caderneta dessa conta, não poderiam verificar que é a mesma pessoa com a apresentação da caderneta…
 
-Não…isso poderia quebrar o sigilo de confidencialidade bancária…
 
-Mas então está-me a dizer que no próximo mês a Rainha-mãe não poderá ter acesso a essa conta bancária?
 
-Exacto, se não fizer prova com os documentos que lhe mencionei…
 
-Mas já lhe disse que não tem esses documentos. É um pouco estranho o que me está a dizer é como se estivesse a dizer-me que a Rainha-mãe no próximo mês (o tempo que vai demorar por ter pedido o BI no Registo Civil da área onde reside) vai deixar de existir…
 
-Desculpe, mas se por acaso a Rainha-mãe, quiser fazer uma escritura acha que pode???!!
 
-Bom, de facto não é isso…
 
(e recebi uma estrondosa gargalhada da senhora simpática que me estava a atender, antes mesmo de acabar a frase!!!)
 
-Desculpe a senhora está-se a rir do quê??? Acha piada ao quê??? Suponha que a Rainha-mãe tem todo o dinheiro nessa conta???... (aqui tive o mais irracional ataque de fúria, que não vale a pena descrever …)
 
Entre muitos gaguejos e depois de me dizer que não estava a gargalhar, mas a sorrir (a mulher devia ser mesmo PARVA, lá lhe fiz um desenho em como seria difícil ouvir um sorriso pelo telefone.) e após me passar a outra colega simpática…acabei por desligar sem resolver a situação.
 
Mas o mais caricato de tudo é que telefonei para uma Conservatória do Registo Civil, que me confirmou que de facto essa guia não substituiu o BI!!!!!!
 
Caramba é nestas alturas que acho que nós portugueses somos mesmo PEQUENININHOS!!! Haja pachorra!!
Com os melhores cumprimentos da vossa (salvo seja) Princesa Virtual
 
publicado por PrincesaVirtual às 18:18
sinto-me:

09
Mar 07
«Aos 8 anos de idade, na Índia dos anos 30, Chuyia não é apenas casada; é já viúva. E nunca conheceu o marido. De acordo com a tradição, Chuyia é enviada para uma casa que acolhe viúvas – uma casa onde as viúvas são obrigadas a ficar, isoladas da sociedade, até ao final das suas vidas, sem que possam alguma vez voltar a casar.
Lá, conhece Kalyani, uma bela e jovem viúva de quem se torna amiga que ousa desafiar as regras apaixonando-se por um jovem com estudos. Também ele está disposto a confrontar-se com a tradição instituída. No momento em que as ideologias de Ghandi ganham cada vez mais peso e as pessoas se começam a questionar sobre a religião, sobre a sociedade, sobre os direitos das mulheres, estas duas jovens (assim como tantas outras mulheres) poderão ver os seus percursos de vida alterarem-se radicalmente.»
 
Este é o argumento do filme «Água» de Deepa Mehtae também o meu «post» do dia Internacional das mulheres.
Este filme passa-se em 1938,na India Colonial, onde os poderosos (britânicos e indianos) vêem a ascensão de Gandhi, com suas ideias de liberdade e de mudança das tradições. As viúvas já não são forçadas a imolarem-se na pira fúnebre, com a morte do marido, mas ainda tinham que pagar, vivendo em total ostracismo e miséria, por toda vida.
Confesso que fiquei bastante impressionada com o filme, mas considero que vale a pena, nem que seja por mexer com a nossa consciência e levar-nos a um passado, que pouco difere do presente.
As viúvas na Índia, são reconhecidas por vestir um sari de cor branca. Geralmente não lhes é permitido voltar a casar e sua posição social é difícil e um tanto ambígua; contudo, actualmente já não se vêem obrigadas a cumprir um dos costumes mais incríveis desse país (proibido no século passado pelos ingleses), o ritual Sati ou imolação na pira funerária das viúvas junto ao cadáver de seu marido. A origem deste costume encontra-se no antigo mito baseado na concepção religiosa da virtude unitária dos opostos e relacionada com Sati, primeira esposa do deus Shiva, que se teria suicidado no fogo por não resistir à separação do mesmo, imposta por seu pai através de mentiras.
A partir de então, o impulso de não poder resistir à separação do marido seria bem vista pela sociedade e a culminação deste adquiriria tons dramáticos depois da morte daquele, pelo que, atirar-se às chamas e morrer junto com o marido era assim o destino da esposa.
 
Fiz algumas investigações na net sobre este tema e descobri que segundo o censo de 1991, 8% de todas as mulheres da Índia são viúvas, o que significava aproximadamente cerca de 34 milhões de pessoas. Como o costume é o casamento das meninas muito novinhas, 50% das viúvas têm menos de 50 anos de idade.
No grupo acima de 60 anos, 64% das mulheres são viúvas, enquanto que apenas 6% dos homens são viúvos. Essa diferença brutal de género existe por causa da alta incidência de viúvos que se casam novamente, enquanto que um novo casamento, na prática (se bem que possível), continua sendo uma opção bastante improvável para as mulheres.
Sabe-se muito pouco sobre estas mulheres da Índia, a marginalização torna-as invisíveis. O que se sabe é que elas vivem num estado de miséria e pobreza, sem emprego, sem acesso a qualquer outro meio de sobrevivências, sem acesso a educação e sofrendo face ás tradições da cultura indiana.
Apesar de em 1956, um lei hindu estabelecer que as viúvas devem ser consideradas iguais a todas as mulheres.
Face a todas estas condições as viúvas têm um índice de mortalidade 85% superior às mulheres casadas. Apesar das condições deploráveis dessas «Casas de Viúvas», muitas delas preferem viver nelas do que ficar com a família do ex-marido, sendo constantemente abusadas sexual e fisicamente.
As Casas de Viúvas são empreendimentos «corruptíveis», existem denúncias ( e isso é explorado no filme) de que, apesar das mulheres viverem em completa miséria, os «donos» fazem muito dinheiro, pedindo ajuda financeira e vendendo muitas vezes serviços sexuais das jovens viúvas, valendo tudo !!! Ou seja uma mulher na Índia ainda nos dias de hoje, sem um homem ao seu lado, não tem o respeito da sociedade Indiana e continua a ser tratada como um ser humano de 2ª (ou 3ª) categoria!!!
Aconselho vivamente que vejam este filme :) «Água»… afinal ontem foi o dia Internacional das Mulheres… 
publicado por PrincesaVirtual às 17:18
sinto-me:

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