Sem Fru-Frus nem gaitinhas o mesmo será dizer que se lixe o «politicamente correcto»... Let the show go on!!!!

22
Mar 09

 

Sou mulher (agora quem me lê deve estar a pensar: olha que novidade!) e como tal é suposto eu entender as mulheres.
Posso não concordar com todos os comportamentos femininos … mas regra geral entendo-os.
 
As mulheres são naturalmente sensuais, depois há as que sabem tirar muito bem partido disso, as que não sabem (e tem potencial) e aquelas que julgam que sabem mas que borram a pintura toda!
 
Dando um exemplo elucidativo, quando tinha 20 anos (mais anito, menos anito…) já tinha conhecimento do «dom natural» inerente ao ser mulher, sendo que não precisava de me esforçar muito para o revelar ou sequer trabalhá-lo.
 
As minhas pernas longas, o meu rabo de vinte anos e uns calções pretos que tinha,(que  não eram escandalosamente ousados, revelando apenas o necessário), faziam de mim uma mulher sensual!
 
Ahhh usava-os na praia por cima do fato de banho (passava as ferias grandes na praia), sendo que o meu pai os detestava. Assim quando o pai da Princesa estava presente anulava-se a sensualidade e puxava-se os calções para baixo, ficando eu numa situação periclitante de os perder, não fosse os cordões que os prendiam fortemente às minhas ancas. Quando o pai da Princesa estava off, os calções voltavam ao lugar deles, mostrando metade das bochechas do meu rabo de Princesa.
 
Não me ficava mal…tinha 20 anos e um rabo «admirável» para revelações!
 
Não me considero uma «old-fashion», acho piada aos miúdos de 13 e 14 anos com as calças a meio do rabo e as cuecas (de marca) à mostra, gosto de piercings no umbigo das meninas com barriguinhas delineadas (mas fico-me por aqui, apenas porque tudo o resto que leve ferros para além de achar que deve ser doloroso, acho esteticamente horrível), gosto de tattos pequenas em sítios para descobrir… etc etc...
 
E tudo isto para vos contar que na passada semana tal como muitos Portugueses, rendi-me ao consumismo do dia do pai e dirigi-me a um centro comercial para comprar uma prenda.
 
Assim entrei numa loja conhecida e deparei-me com uma empregada nova que me dirigiu um simpático sorriso.
 
Uma mulher de trinta (e alguns) próximo dos quarenta, loura (decididamente falsa), uma cara bonita, o chamada «magra-ó-rechonchuda» com umas ondulações laterais (notava-se isso porque usava calças de cintura descaída e uma blusa relativamente curta), sendo que era mais baixa que eu.
 
Até aqui tudo normal e confesso que me foquei nestes pormenores mais tarde…depois…
 
O depois… começou no exacto momento em que pedi o que queria, reclamei de ter estado no centro às 10 para as 10 da manhã e não me terem atendido porque faltavam os tais 10 minutos (resmunguei entre dentes que era o que dava serem empregadas e não donas), sendo que entretanto tinham acabado por vender o pólo que eu queria… blá blá…
 
A vendedora ouviu as minhas reclamações sendo que me disse (por forma a me acalmar) que tinha o que eu queria em outras cores e voltou-se para o móvel de costas para mim, inclinando-se ligeiramente para procurar nas prateleiras os pólos.
 
E foi quando tive a revelação de um «rabo de uma mulher» virado para mim!  Eu passo a explicar,  para que não entendam que a revelação é um qualquer rabo de mulher…não… de todo! Era especificamente o rabo daquela mulher, as calças como disse eram de cintura descaída, sendo que na parte de trás as calças estavam a meio do rabo (meio mesmo!!! …sem exageros!), mostrando metade de umas cuecas pretas que estavam subidas até à cintura e uma espécie de fio preto que rodeava as ancas. Fiquei a olhar para aquele rabo e a pensar se dava uma valente gargalhada, ou se lhe dizia «-olhe desculpe a senhora tem metade das cuecas à mostra e metade das bochechas do seu rabo entaladas entre umas cuecas, um fio preto e umas calças de ganga!».
Mas não fiz nada disso e agradeci aos deuses estar sozinha na loja, o que me permitiu um certo controlo sobre a gargalhada que borbulhava…e teimava em querer sair! Estava eu a agradecer isto quando entrou um homem na loja!
 
Pensei ai meu Deus estou lixada! Vou-me partir a rir…
 
O senhor de aproximadamente sessenta e poucos anos queria saber o preço de uma blusa que estava na montra. A vendedora saiu de trás do balcão, dirigiu-se à montra pediu com licença ao senhor, espetou-lhe o rabo quase na cara e baixou-se o suficiente para que a visão (do rabo) fosse novamente escandalosamente reveladora para o dito senhor!
 
As calças desceram até aquele ponto em que as cuecas começam a diminuir de largura e em que com alguma imaginação já se denuncia mais qualquer coisa para além do rabo!
 
Julgo que o senhor deu por aquilo (mas corajosamente não o demonstrou)…apenas mudou de cor e balbuciou um obrigado, saindo da loja apressadamente…
 
Eu a muito custo consegui-me manter serena, ouvi os comentários da vendedora sobre o pólo, que tinha levado um para o marido, para os filhos darem ao pai, blá blá…
 
Isto para dizer o que?? Para acabar como comecei, eu sou mulher até entendo as mulheres, mesmo não concordando com muitos comportamentos…
 
Mas confesso que este me passou ao lado…
 
Alguém me pode explicar que raio era aquilo??? Será que era alguma espécie de apanhados e vou aparecer na TV???!!!
 
Porque sensualidade não me parece, potencial (hmmm pareceu-me fraco)…como tal só poderia ser mais um caso de «mulher-borra-a-pintura»…
 
@  uma exelente semana da vossa (salvo seja) PrincesaVirtual
 
PS Para os meninos que me lêem esqueçam que não divulgo as coordenadas da dita loja…
 
 
publicado por PrincesaVirtual às 17:14
sinto-me:

11
Mar 09

 

 

Vou falar de gatos.
 
Isto porque é importante para entenderem todo o contexto da minha «relação» com estes felinos.
 
Na verdade eu gosto de todos os animais, inclusive os gatos. Mas o facto de gostar da maioria dos animais, não implica necessariamente que mexa neles ou não os tema.
Com excepção dos cães (e mesmo assim só aqueles que me parecem verdadeiros bonacheirões e incapazes de fazerem um mísero grrrrr ou levantar um pêlo do lombo!), com esses se me sentir segura e confiante até me atrevo a fazer uma festinha, tudo o resto encontra-se excluído de um toque meu.
Como tal sou assumidamente uma citadina, que estranha os animais no geral (tem dias que até estranho o animal homem!!!).
Esta minha «relação» com os gatos vem de longe…vem do tempo em que tinha explicações de matemática, não deveria ter muito mais que 15 ou 16 anos.
A minha explicadora, uma universitária muito simpática recebia-me na sua casa. Assim que abria a porta de casa, tínhamos que percorrer um longo corredor na semi-obscuridade, até chegar à sala, local onde então eram dadas as explicações.
 
Como eu temia esse corredor!
 
A minha história começa aqui, no meu primeiro dia de explicação. Cumprimentámo-nos cordialmente e ela pediu-me para a seguir pelo corredor. Tal como disse o corredor era comprido atravessava toda a casa e na semi-obscuridade, sendo que eu estava um pouco encandeada com a luz da rua, como tal a minha visão encontrava-se consideravelmente diminuída. 
 
À medida que ia percorrendo o corredor ia registando o que via, vi uma cómoda que tinha vários bibelôs, um candeeiro antigo, fotos de família e tinha também um gato de porcelana lindíssimo, um siamês…quase que parecia real.
 
Passei assim a cómoda seguindo a minha explicadora, naquele infindável corredor (quer dizer na verdade não era assim tão comprido, tornou-se infindável depois deste primeiro dia) e foi quando ouvi FSSSSSSSSTTTTTT …e depois…
 
….TINHA UM GATO SIAMÊS CRAVADO NAS MINHAS COSTAS… (o tal gato da cómoda que parecia de porcelana)      
 
O que é que eu fiz??? Bem…pulei e gritei completamente em pânico.
 
Por fim a minha explicadora e a mãe lá me conseguiram agarrar (o que foi difícil) e retiraram-me o meu novo adereço das costas, aquele gato, que afinal era uma gata!!!!
 
Pediram desculpa, que a gata estava com o Cio, que estava lixada porque não a deixavam ir ter com os namorados etc etc…
 
Como tal sai da minha primeira explicação com alguns aranhões nas costas e com um pânico a gatos. Sendo que todas as vezes que ia para as explicações, tinha suores frios quando passava no corredor, apesar de me assegurarem sempre, que a gatinha estava fechada…porque pelos vistos a gata não gostou da boleia nas minhas costas e simplesmente detestava-me!
 
Claro que este pânico foi-se desvanecendo com o tempo, mas ainda hoje não faço festas a gatos, não mexo em gatos e nem sei lidar com gatos. Ok sei que se fizer bichaninho…bichaninho…o gato é capaz de vir ter comigo, mas como não quero que o gato tenha sequer essa ideia, geralmente quando acho que algum se quer enroscar nas minhas pernas, bato os pés e faço xô…xô…
 
Na passada semana estacionei o meu carrinho junto a uma zona de moradias. Estava a estacionar e vi uma gata, é uma gata semi-abandonada, mas que é acarinhada pelas pessoas da zona.
 
Nada de estranho, uma gata boazinha, nunca se tentou enroscar nas minhas pernas ou sequer se aproximou muito de mim. Assim acabei de estacionar, não perdendo a gatinha da minha visão, porque tenho pânico a atropelar os animais.
 
Quando acabei, sai do carro e debrucei-me para o lugar do pendura para retirar a minha mala…Pois é a gatinha, deve ter achado piada à coisa e zás saltou para dentro do meu carro!
 
Comecei por tentar o «bichaninho», e a gata mexia a cabeça de um lado para o outro e não sai do meu banco, depois fiz aquele barulho espécie de «beijos» que fazemos com os cães para os chamar… e a gata ameaçou que saltava para o banco de trás!!!! Depois tentei falar com ela normalmente (como se fosse uma pessoa) com alguma autoridade na voz (aqui já estava a sentir o pânico a instalar-se e a pensar que tinha que passar pela vergonha de chamar alguém para me tirar a gata do assento!!!), mas pareceu-me que os olhos da gata demonstraram aborrecimento e não me apetecia ter novamente um adereço cravado em mim!!!
 
Só tinha mais um ultimo recurso (antes do pânico definitivamente se instalar), coloquei-me a uma razoável distância de segurança e  bati com (força) os pés enquanto gritava ao mesmo tempo Xôoooo…Xôooooo…GATINHA.  Para meu alivio a gata saltou para fora do meu carro, sendo que julguei ver pelo arrepiar dos seus bigodes algum enfado com a situação!!!
 
Enquanto isso tinha dois miúdos um de 7 anos e outra de 11 anos a rir à gargalhada com o meu pânico!
 
Ou seja se estiver por ai alguém como eu com esta espécie de «relação» com gatos, aconselho vivamente que não abra a porte do carro descontraidamente enquanto vai buscar a mala…se houver gatos nas redondezas.
 
Uma boa semana para todos da vossa (salvo seja) @PrincesaVirtual
 
 
publicado por PrincesaVirtual às 11:51
sinto-me:

10
Mar 09

 

Reborn and shivering
Spat out on new terrain

Unsure unconvincing
This faint and shaky hour

Day one day one start over again
Step one step one
I'm barely making sense for now
I'm faking it 'til I'm pseudo making it
From scratch begin again but this time I as i
And not as we

Gun shy and quivering
Timid without a hand

Feign brave with steel intent
little and hardly here

Day one day one start over again
Step one step one
with not much making sense just yet
I'm faking it til I'm pseudo making it
From scratch begin again but this time I as i
And not as we

Eyes wet toward
Wide open frayed
If God's taking bets
I pray He wants to lose

Day one day one start over again
Step one step one
I'm barely making sense just yet
I'm faking it til I'm pseudo making it
From scratch begin again but this time I as I
And not as we
publicado por PrincesaVirtual às 17:58
sinto-me:

03
Mar 09

 

 

Um sorriso na cara ou uma gargalhada, dos genuínos em que não há apenas expressão facial, mas também expressão corporal…Foi o que me aconteceu hoje antes das nove horas da manhã.
 
Hoje de manhã como em muitos outros dias, quando cheguei ao carro despejei apressadamente o meu computador, as minhas maças e o meu casaco para a bagageira.
 
Iniciei o meu percurso normal até ao trabalho, ouvindo a rádio comercial (ou RFM), cantarolando algumas musicas que iam passando e rezando para que o trânsito fluísse rapidamente.
 
Estava a chegar ao último túnel perto do Saldanha e «block»… Tudo paradinho! 
 
Ouvia os locutores na rádio comercial a comentarem sobre nomes estranhos e  lembrei-me de um ex-colega que trabalhava comigo cujo apelido era «Bagina». Recordo-me que quando ele casou com uma ex-colega, o que eu me divertia a pensar na M. como a Sra. M. Bagina. O mais engraçado era imaginar a M. numa repartição pública a soletrar o seu nome…
 
Estava eu com estes pensamentos e a sorrir paradinha no túnel, quando pela minha visão periférica vejo bastante movimentação do meu lado esquerdo.
 
Voltei a cabeça e vejo um carro atulhado, abarrotado de trolhas…que se movimentavam (acenando-me) alegremente para mim…
 
Pensei, ai a minha vida! Não me faltava mais nada…cambada de trolhas! (e a porcaria do trânsito que não avançava…)
 
Foi quando um abriu o vidro do carro e gritou qualquer coisa na minha direcção, apontando para a bagageira do meu carro. Nem me atrevi a baixar o vidro, tentei antes ler nos lábios e ouvir os gritos do homem.
 
Confesso que comecei a ficar preocupada, pensei meu Deus tenho um FURO ou então perdi alguma peça IMPORTANTE do carro.
 
Com algum esforço da minha parte, consegui completar a leitura de lábios (desconcentrava-me ver aqueles homens todos a olharem para mim e a rir) por fim percebi que tinha a ponta do meu casaco de fora da bagageira.
 
Fiz sinal ao trolha que tinha percebido…e rapidamente avaliei o «benefício/custo» de sair do carro e ajeitar o meu «rico» casaco.
 
Naaaaa…isso colocaria aqueles sorrisos idiotas na cara dos restante condutores masculinos, quase que lhes podia ler a legenda do sorriso a passar em rodapé «Pfffff…só podia ser uma mulher!».
 
Como tal, agradeci fazendo gestos e falando devagar para permitir que o trolha me conseguisse (também ele) ler os lábios, e isto porque o meu vidro pelo sim, pelo não mantinha-se fechado. Assim através desta nova comunicação de mimica, disse que parava mais à frente para ajeitar o casaco. Voltei-me atentamente (apressadamente) para a frente, enquanto por fim (para meu alivio) os carros se moveram e andámos mais uns metros, deixando os meus amigos «trolhas» lá atrás…
 
Uma nova paragem (dentro do túnel), ainda não tinha colocado o travão de mão, quando alguém me batia no vidro.
 
Pois é…lá estava o meu amigo trolha a bater-me no vidro, com um sorriso enorme e a carrinha cheia de trolhas ao meu lado com as portas abertas e todos eles a sorrirem (também) para mim…
 
Mais uma vez nem desci o vidro e demorei uns segundos a perceber o que ele queria…não foi preciso ler nos lábios, agora já o ouvia perfeitamente, ele gritava:
 
«-Destranque o carro!!!!» e gesticulava para a minha bagageira.
 
Obedientemente (sem pensar muito no assunto e  a sentir o constrangimento da situação) fiz o que ele me pedia.
 
Assim o meu amigo trolha, abriu-me a bagageira, retirou o casaco, dobrou o casaco, ajeitou o casaco na bagageira, fechou a bagageira, lançou-me um grande sorriso e voltou para o carro…
 
Soltei uma valente gargalhada enquanto pelo espelho retrovisor controlava os movimentos do meu amigo trolha (e confesso que  também confirmava se ele não levava o meu computador na mão!).
 
Desci (por fim) o vidro e lancei para aqueles trolhas simpáticos o meu melhor sorriso e um obrigado.
 
Apesar de ter sido um momento constrangedor e de todos os condutores dos carros em meu redor se estarem a divertir com a situação, não deixou de ser um momento único.
 
O mais engraçado é que em situações (caricatas) em que me senti em apuros, foi sempre um destes homens, que teve a amabilidade de me ajudar…curioso!

 

Uma Optima semana para todos :)

 

P.S.  A Princesa aconselha a que não destranquem o carro sobre constrangimento! A não ser que seja o «Clooney» a bater no vidro, ai sim ele que roube o que quiser :D

publicado por PrincesaVirtual às 11:43
sinto-me:

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