Sem Fru-Frus nem gaitinhas o mesmo será dizer que se lixe o «politicamente correcto»... Let the show go on!!!!

07
Fev 10

 

A gripe A ensinou-me muitas coisas.
 
Ensinou-me por exemplo que aquilo que eu chamava de lavar as mãos na verdade não passava de um qualquer processo rápido de molhar as mãos.
As mãos bem lavadas têm que seguir 12 passos distintos (de acordo com o placard que está fixado na parede de todos os WC do meu escritório). Sim, não basta molhar as mãos, ensaboar e voltar a molhar as mãos. Não! Isso são 3 passos e claramente não passa nos critérios de qualidade de «mãos assépticamente lavadas» para fazer face a uma qualquer epidemia (falsa) de gripe A.
 
Ahhh e mais, ao lado há outro placard que diz o seguinte:
 
-Relógios, pulseiras, anéis e unhas compridas não são aconselháveis!
 
Aliás eu já meti tudo de lado e vou ali vender na feira da ladra em 2ª mão, quanto às unhas estão cortadinhas até ao «sabugo»!!!!.
 
Conclusão : mulheres vaidosas não estão em sintonia com as medidas de higiene assépticamente controladas, para fazer face à epidemia (falsa) da Gripe A.
 
Mas nem tudo é mau. Por exemplo ir agora ao WC no meu escritório passou a ser qualquer coisa como ir a um «parque de diversões». Não acreditam? Pois passo a explicar com algum detalhe, aquilo que é um «WC twilight»! Subam para o carrossel coloquem os cintos que vos vou levar numa viagem!
 
1º Lavar as mãos
 
- Passar a mão algures perto da torneira e zás corre um fluxo de àgua (nada de tocar na torneira!!!)
 
- Sabão??? Pois sabão não há! Ou pelo menos o conceito de sabonete ou sabão líquido! Mãos ao largo…«do not touch anything!!!». Caixa branca pendurada do lado esquerdo aproximar a mão e deixar que lhe caia uma espécie de espuma «clara em castelo» na mão. A quantidade??? Bem várias tentativas darão um belo montinho de espuma. Mas o engraçado é que esta espuma, não faz espuma! Mas cumpre os requisitos de qualidade de higiene asséptica da epidemia (falsa)!
 
- Se alguém pretender amaciar as mãos…tem mais uma caixinha que cospe creme cheiroso à aproximação (mais uma vez conceito «do not touch»)
 
2ºLimpar as mãos
 
- Onde estão os toalhetes, toalhas…ou secadores??? Pois não há. Caixinha branca pendurada do lado direito, aproximar a mão…e zás a maquina cospe um toalhete de papel branco!!!!
 
 
3º Necessidades fisiológicas
 
- Sentar na sanita…ahhh pois …. Aproximar a mão e temos o tampo da sanita a desinfectar e rodar …
 
- Limpeza após … papel higiénico há! Mas também há instruções e mais 2 caixinhas brancas, com líquidos (supostamente não abrasivos) para uma limpeza mais uma vez q.b controladamente asséptica!
 
- Limpeza da sanita piaçá descartável…
 
Ahhhh e depois temos o ex-líbris…aquele que nos faz pasmar!
 
Ora vamos lá procurar o contentor asséptico…procuramos…procuramos e encontramos um cilindro alto com formato de foguetão (eu ia escrever fálico…mas n me pareceu bem)!
 
Pensamos nahhh…n pode se isto …. E a, medo passamos a mão (com alguma distância de segurança) e do cilindro sobe uma cápsula…e quando acaba de subir abre-se, e sai uma espécie de língua e supostamente aquele será o repositório…
 
Saímos assim do WC, cientes que aquela experiência é única…e deverá ser partilhada!
 
O pais está em crise, a economia está em recessão, o desemprego a atingir os índices mais elevados, os ordenados estagnados, os bónus inexistentes… mas é sempre bom saber que há dinheiro para se colocar pseudo-foguetões nos WC femininos e que se gastou milhões em planos de contingências para fazer face a uma epidemia (falsa)…
 
publicado por PrincesaVirtual às 23:30
sinto-me:

01
Fev 10

 

Não gosto de almoçar sozinha. Mas quando o faço, escolho sempre restaurantes pequenos e acolhedores, onde me possa sentar num canto a comer e a ler um jornal ou uma revista …Gosto simplesmente de ficar ali a preguiçar a cabeça dos assuntos sérios e profissionais.
A semana que passou num dos dias em que um almoço que tinha combinado com uma pessoa amiga falhou, fui a um desses restaurantes.
O restaurante estava vazio e eu aproveitei para pedir uma sopa caseira quentinha, enquanto dava uma vista de olhos por um dos jornais disponíveis.
Geralmente alheio-me das conversas à minha volta, mas desta vez confesso que me foi difícil.
Há três mulheres que atendem naquele restaurante, uma delas deve ter trinta e poucos, a outra deve andar nos quarenta e a mais velha deverá estar nos cinquenta e muitos, talvez sessenta.
A conversa já ia a meio quando a apanhei. Havia dois clientes na sala do restaurante, eu e um senhor de uns cinquenta e poucos.
A senhora de sessenta servia o outro cliente e respondia a uma qualquer provocação das outras duas que estavam atrás do balcão. Dizia assim a senhora enquanto servia uma sopa ao cliente:
 
- Pois sim, que é que querem? Isto depois dos quarenta e tal fica tudo mole, descaído e flácido…e vocês para lá caminham!
 
As outras gargalharam, eu sorri divertida nem tanto com a suposta afirmação, mas com o ar da senhora, aquele ar convicto de «é verdade, verdadinha…». O homem também sorriu e baixou os olhos, ao que interpretei como constrangimento de um «estranho» no meio de uma conversa feminina.
 
A senhora foi buscar a bebida para o homem e aproximou-se novamente da mesa e para surpresa de todos, o cliente constrangido sai-se com este diamante:
 
- Umas molinhas ajudam a manter tudo no lugar!
 
Confesso que mal consegui segurar uma gargalhada e por pouco não cuspi a sopa toda, as colegas que se mantinham ainda atrás do balcão dispersaram lançando gargalhadas e a senhora respondeu para o cliente:
 
-Olhe que já me lembrei disso!
 
:)
publicado por PrincesaVirtual às 14:19
sinto-me:

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